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Entenda por que o ouro está batendo recordes de cotação!

Uélinton Morelli
Por
Uélinton Morelli
PorUélinton Morelli
Uélinton Morelli é editor-chefe e fundador do Tudo Crédito. Especialista em análise de produtos financeiros, foca na matemática aplicada para desmistificar algoritmos de Score e taxas...
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Última atualização: 2026/01/28
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No fim da tarde desta quarta-feira (28), o preço do ouro no mercado global continuava em ascensão, alcançando novos patamares históricos. A onça troy, que equivale a 31,1035 gramas, estava sendo comercializada por aproximadamente US$ 5.280, perto de R$ 27,5 mil. Por volta das 15h, o valor chegou a atingir US$ 5.326, um recorde na cotação à vista do ouro. 

Conteúdo
  • Efeito Trump
  • Busca por estabilidade
  • Reserva brasileira
  • Rentabilidade
  • Reflexo no dólar
  • Mais fatores

Esse recorde reflete a tendência de aumento do valor do metal, com uma escalada notável, especialmente nos últimos 12 meses, alcançando uma valorização superior a 90%.

Esta semana, pela primeira vez, o preço ultrapassou a barreira dos US$ 5 mil. Para 2026, a valorização está em torno de 22%.

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Uma das normas fundamentais da economia é a lei da oferta e demanda. Em termos simples, isso significa que quanto mais pessoas buscam um produto – ou um ativo, como o ouro – mais alto será o seu preço. Assim, o comportamento da cotação sugere que o interesse pelo metal está crescendo.

FILE PHOTO: U.S. President Donald Trump delivers remarks on tariffs in the Rose Garden at the White House in Washington, D.C., U.S., April 2, 2025. Reuters/Carlos Barria/Arquivo/Proibida reprodução

As tarifas criadas pelo presidente Donald Trump são um importante fator para a incerteza global – Foto : Reuters/Carlos Barria/Arquivo/proibida reprodução

Uma tendência semelhante é observada no valor da prata. Em um ano, a onça troy passou de US$ 30 para um recorde de US$ 115. Na tarde de terça-feira (27), estava sendo negociada perto de US$ 112.

A Agência Brasil consultou especialistas para entender as razões por trás do aumento nos preços dos metais no mercado global.

A escalada do ouro se tornou evidente a partir de janeiro de 2025, coincidentemente quando Donald Trump assumiu a presidência dos Estados Unidos. Naquela época, a onça troy do ouro era vendida a US$ 2,7 mil. Desde então, o preço quase dobrou.

Efeito Trump

O economista Rodolpho Sartori, da agência classificadora de risco de crédito Austin Rating, afirma que a alta dos metais reflete uma situação atual repleta de incertezas.

Ele ressalta que o ouro, especialmente, e a prata, têm sido historicamente considerados como reservas de valor. Uma reserva de valor é um ativo ou mercadoria que mantém o poder de compra ao longo do tempo.

Na opinião dele, a principal causa da incerteza global é a política econômica do presidente Donald Trump.

“Com as tarifas e a abordagem quase mercantilista, estamos vendo um rompimento claro com o livre comércio que os Estados Unidos sempre defenderam”, disse à Agência Brasil.

Sartori também menciona como fator de incerteza as “ações agressivas internacionais”.

“Ameaças direcionadas a nações, mesmo a parceiros comerciais, aumentam a desconfiança em relação a Trump”, observa.

Desde que voltou à presidência, Trump tem implementado uma agenda que, sob a justificativa de proteger os interesses americanos, impõe tarifas a nações parceiras, o que ficou popularmente conhecido como tarifaço.

A professora de economia do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec-RJ) Gecilda Esteves acrescenta que a ambição de Trump pela Groenlândia é um fator de turbulência geopolítica.

O presidente dos EUA tem exercido pressão e feito ameaças à Dinamarca e a outros países europeus para obter o controle da ilha gelada no Ártico. 

“Isso, de fato, abalou a confiança entre os Estados Unidos e a Europa, criando um receio sobre novas guerras comerciais durante a administração de Trump”, afirma.

Ela ainda menciona que o conflito entre a Ucrânia e a Rússia, que se aproxima do sexto ano, também intensifica a instabilidade.

“O mercado começa a perceber que há um risco geopolítico real e imediato, e o ouro e a prata, consequentemente, sobem”, conclui.

Hospital atingido por drone russo em Sumy, Ucrânia
28/09/2024
Serviço de Emergência da Ucrânia/Divulgação via Reuters

O conflito entre a Ucrânia e a Rússia intensifica a instabilidade – Foto: Serviço de Emergência da Ucrânia/Divulgação via Reuters

Busca por estabilidade

Nesse contexto, o ouro e a prata experimentam uma intensa procura por parte de investidores e governos que buscam proteger seus patrimônios. Rodolpho Sartori observa que eles estão “buscando se resguardar em metais”.

“Esses metais podem ser vistos até como um investimento, mas é um tipo de investimento que visa trazer menos volatilidade [grande variação] para a carteira. Nesse cenário, trata-se mais de proteção”, afirma.

Embora atuem como compradores de ouro ao lado de grandes investidores institucionais, os bancos centrais não são considerados os responsáveis pela explosão do preço do ouro por esse economista.

“Os bancos centrais, incluindo o brasileiro, têm ampliado suas reservas em ouro. Contudo, não creio que isso esteja provocando essa alta exagerada do ouro”, observa.

Para ele, esse movimento deriva do mercado de investidores, que têm procurado metais para diversificar seus portfólios e escapar dos riscos da situação atual.

Gold bars of various values are stored in a safe deposit room in Munich, Germany, January 28, 2026. REUTERS/ Angelika Warmuth

Ouro é alvo de procura de investidores e governos em busca de segurança patrimonial – Foto: ReutersAngelika Warmuth/Proibida reprodução

“É claro que a mudança de postura dos bancos centrais em todo o mundo é muito significativa em termos de economia política, mas não seria suficiente para inflacionar o preço do ouro individualmente. A demanda por ouro também aumentou entre os investidores”, destaca.

A professora Gecilda Esteves, do Ibmec-RJ, enfatiza que os governos, representados pelos bancos centrais, estão ampliando seu interesse por metais “para diversificar suas reservas e reduzir a dependência de moedas fiduciárias [sem lastro, ou seja, que dependem unicamente da confiança]”.

“Esses são ativos com valor intrínseco. Não são moedas fiduciárias, não dependem de nenhum governo para garantir sua validade e eficácia econômica”, esclarece.

“É um refúgio seguro, uma apólice de proteção contra qualquer colapso do sistema financeiro ou situações inflacionárias”, completa.

Reserva brasileira

No Brasil, o Banco Central (BC) ampliou as reservas de ouro, que funcionam como uma espécie de colchão de segurança contra crises e choques externos.

Em janeiro de 2025, o BC possuía 129,7 toneladas de ouro nas reservas, número que aumentou para 172,4 toneladas em dezembro, conforme os dados mais recentes. O crescimento foi de 33%.

Em termos financeiros, o país dispunha de US$ 11,7 bilhões em ouro em janeiro de 2025, um valor que saltou para US$ 23,9 bilhões em dezembro, ou seja, mais que dobrou. Esses valores não consideram a inflação do período, que foi de aproximadamente 4,5%.

A valorização é resultado tanto do aumento das toneladas quanto da apreciação do preço do ouro no mercado internacional.

Dessa forma, o ouro, que representava 3,6% das reservas em janeiro de 2025, passou a corresponder a 6,7% dos mais de US$ 358 bilhões que o país tinha em dezembro.

Brasília (DF), 11/07/2025 - Edifício do Banco Central. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O Banco Central ampliou as reservas brasileiras de ouro – Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Rentabilidade

A professora do Ibmec-RJ ressalta que a pressão para o aumento do preço do ouro traz aos investidores algo além da segurança patrimonial.

“Quando o ouro ultrapassa a barreira histórica dos US$ 5 mil, deixa de ser apenas um ativo de proteção e se transforma em um componente de rentabilidade [lucro] extremamente agressivo dentro da carteira, em um cenário de incerteza global”, comenta.

Reflexo no dólar

Paralelamente às turbulências geopolíticas que aumentam a demanda pelo ouro, a moeda americana, o dólar, também está sendo alvo de desconfiança, como explica a professora.

“O valor do ouro acaba servindo como um indicador da saúde do dólar. Quando seu preço aumenta, isso evidencia a desconfiança em relação à moeda americana”, explica.

Para exemplificar a perda de confiabilidade do dólar, o economista Sartori detalha que, quando Trump assumiu em janeiro de 2025, o DXY, indicador que analisa o desempenho do dólar diante de uma seleção de moedas estrangeiras (sem contar o real), estava em cerca de 110 pontos. Atualmente, esse número gira em torno de 96 pontos.

“É evidente que existe uma certa desconfiança em relação ao dólar. Não acredito que seja o momento de afirmar que há um processo de desdolarização ou uma perda de hegemonia da moeda, mas realmente há uma desconfiança presente”, pondera.

No Brasil, essa desvalorização é sentida no setor de câmbio. Nos últimos 12 meses, o dólar caiu 11%. Somente em 2026, a desvalorização chega a cerca de 5,5%.

Na terça-feira, a moeda foi encerrada em R$ 5,20, o menor nível em 20 meses.

Dólar
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo

Dólar enfrenta desconfianças em economias globais – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo

Mais fatores

Além das circunstâncias conjunturais que levaram ao aumento do preço do ouro, o economista Rodolpho Sartori aponta um fator estrutural. Citando uma pesquisa do economista Robin Brooks, da Brookings Institution, em Washington, Sartori acredita que muitos países enfrentam elevadas dívidas, o que pode influenciar a percepção dos agentes econômicos sobre a viabilidade da dívida pública.

“Consequentemente, tem ocorrido uma certa diversificação nas opções de investimento em relação às moedas. Vários metais preciosos têm se valorizado recentemente”, esclarece.

A professora Gecilda Esteves aponta também que há uma busca por proteção contra uma potencial correção (queda) no mercado financeiro, como nas bolsas de valores, associadas “à possível bolha em inteligência artificial [IA], que já começou a causar estresses no início deste ano”. Ela expressa receios de que empresas de IA possam estar supervalorizadas, prestes a enfrentar uma queda abrupta no preço de suas ações.

Confira também as informações do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Fonte: Agência Brasil

TAGS:banco centraldólarouroreservas cambiaistarifaço
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PorUélinton Morelli
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Uélinton Morelli é editor-chefe e fundador do Tudo Crédito. Especialista em análise de produtos financeiros, foca na matemática aplicada para desmistificar algoritmos de Score e taxas bancárias. Sua missão é revelar o que os bancos não contam e democratizar o acesso ao crédito com segurança técnica.

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