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Descubra como verificar a saúde financeira do seu banco

Uélinton Morelli
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Uélinton Morelli
PorUélinton Morelli
Uélinton Morelli é editor-chefe e fundador do Tudo Crédito. Especialista em análise de produtos financeiros, foca na matemática aplicada para desmistificar algoritmos de Score e taxas...
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Última atualização: 2026/02/18
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Com a insolvência de estabelecimentos bancários pelo Banco Central (BC) desde o desfecho de 2025, notícias e boatos acerca do bem-estar de bancos começaram a circular com mais frequência, nem sempre com informações exatas. Para o comprador e o aplicador, saber discernir alertas legitimados de notícias falsas é vital para resguardar seu dinheiro e tomar decisões seguras.

Conteúdo
  • 1. Consulte se o banco é habilitado pelo Banco Central
  • 2. Utilize bases oficiais de informações
  • 3. Analise os principais índices de solidez
  • 4. Verifique a garantia do Fundo Garantidor de Créditos
  • 5. Desconfie de rentabilidade fora do convencional
  • 6. Mantenha-se alerta aos sinais de alarme
  • 7. Compare com investimentos mais seguros

Existem meios oficiais, índices públicos e sinais concretos que permitem avaliar a condição financeira de um banco em operação no Brasil. Toda história alarmante sobre estabelecimentos financeiros não é veraz. 

Antes de proceder por temor, o consumidor deve consultar fontes oficiais, analisar índices e desconfiar de promessas exageradas. A informação de excelência continua sendo a superior defesa contra rumores e prejuízos.

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Verifique o método a ser adotado para averiguar se uma informação desfavorável é legítima ou simplesmente desinformação.

1. Consulte se o banco é habilitado pelo Banco Central

  • O ponto inicial é checar se a entidade é aprovada e fiscalizada pelo Banco Central do Brasil.
  • Essa verificação pode ser realizada no site do BC, acessando: Meu BC → Serviços → Encontre uma instituição.
  • Bancos não autorizados estão impedidos de operar no sistema financeiro nacional.

2. Utilize bases oficiais de informações

Três categorias de plataforma reúnem dados confiáveis:

  • Central de Exibições Financeiras (CDSFN), do Banco Central: no mesmo endereço eletrônico do serviço Encontre uma Instituição, por meio da sequência: digitar o nome da instituição → clicar no desfecho → clicar em Central de Exibições Financeiras;
  • Portal Banco Data: organiza informações financeiras de maneira acessível, com diagramas visuais e cores (verde, laranja e vermelho) para indicar o risco de cada índice;
  • Portal de Relações com Investidores (RI) de cada entidade: toda instituição aprovada pelo BC é obrigada a manter uma página de relação com investidores, contendo todos os dados financeiros e com resumos fáceis de entender. Caminho: pesquisar em qualquer site de busca o nome da instituição + RI.

Tais sistemas facilitam a análise de balanços, resultados e índices de risco.

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3. Analise os principais índices de solidez

  • Índice de Basileia: avalia a proporção entre capital próprio e riscos assumidos.

       >> Mínimo requerido no Brasil: 11% para entidades em geral, 13% para bancos cooperativos;

       >> Índice confortável: superior a 15%;

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       >> Um índice de Basileia 11% representa que, para cada R$ 100 emprestados, a entidade possui 11% de recursos próprios (dos sócios e dos acionistas);

       >> Quanto maior, maior é a capacidade do banco de absorver perdas.

  • Resultado líquido recorrente: ganhos consistentes ao longo do tempo indicam ótima gestão.
  • Inadimplência da carteira de crédito: percentual de empréstimos vencidos por mais de 90 dias. Índices elevados caracterizam um risco.
  • Índice de imobilização: demonstra quanto do capital está investido em ativos fixos (como propriedades que não podem ser vendidas em momentos de crise); valores altos diminuem a liquidez.
  • Classificação de crédito: avaliações atribuídas por empresas como Moody’s, S&P e Fitch. Rebaixamentos seguidos acendem um sinal de alerta. Contudo, no caso do Banco Master, diversas agências concediam nota alta e risco baixo à entidade.

4. Verifique a garantia do Fundo Garantidor de Créditos

Para o investidor, é crucial confirmar se a entidade é coberta pelo FGC, que assegura até R$ 250 mil por Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), com limite global de R$ 1 milhão reembolsado a cada quatro anos.

O FGC engloba os seguintes recursos e investimentos:

  • Contas correntes e poupança;
  • CDB e RDB;
  • Letras financeiras dos seguintes tipos: LCI, LCA, LC, LH, LCD;
  • Depósitos a prazo;
  • Operações compromissadas com títulos qualificados.
  • Em acontecimento de liquidação, o FGC é a via para recuperar os valores dentro do limite.

Recursos e investimentos não abarcados pelo FGC:

  • CRI e CRA;
  • Debêntures;
  • Letras financeiras dos seguintes tipos: LF, LI, LIG; 
  • Títulos públicos, pois esses títulos são garantidos pelo Tesouro Nacional;
  • Títulos de capitalização;
  • Fundos de renda fixa: em caso de falência, têm CNPJ distinto da entidade e podem ser transferidos para outro gestor;
  • Depósitos no exterior;
  • Depósitos judiciais.

O cliente deve estar ciente de que perderá esses valores em caso de falência da instituição.

5. Desconfie de rentabilidade fora do convencional

  • Bancos pequenos oferecem taxas superiores a bancos grandes e de risco baixo;
  • Bancos em apuros podem ofertar taxas muito acima da média do mercado para atrair recursos rapidamente;
  • Retornos excepcionais quase sempre vêm acompanhados de maior risco;
  • No caso de CDBs, a taxa máxima recomendada está em 115% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). O Banco Master apresentava taxas de 140% do CDI.

6. Mantenha-se alerta aos sinais de alarme

É impossível prever com precisão se um banco será liquidado, mas alguns indícios auxiliam:

  • Decréscimo constante do Índice de Basileia;
  • Prejuízos frequentes nos balanços;
  • Degradação do rating;
  • Notícias sobre investigações ou intervenção;
  • Propostas agressivas de captação;
  • Ingresso em regimes especiais do Banco Central, como o Regime de Administração Especial Temporária (RAET).

No caso do Will Bank, liquidado recentemente, o Índice de Basileia estava negativo em 5,3% em junho de 2024. O Índice de Imobilização estava negativo em 1,9% na mesma data, mesmo com resultado líquido de R$ 55,5 bilhões.

7. Compare com investimentos mais seguros

Para diminuir riscos, especialistas destacam:

  • Tesouro Direto: risco de crédito considerado o menor do país;
  • CDBs, LCIs e LCAs de grandes bancos, com elevada solidez e proteção do FGC.

Fonte: Agência Brasil

TAGS:banco centralliquidação de bancossaúde financeira
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Uélinton Morelli é editor-chefe e fundador do Tudo Crédito. Especialista em análise de produtos financeiros, foca na matemática aplicada para desmistificar algoritmos de Score e taxas bancárias. Sua missão é revelar o que os bancos não contam e democratizar o acesso ao crédito com segurança técnica.

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