O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) direcionou, em janeiro, o montante de R$ 1,3 bilhão com o propósito de apoiar a compra de caminhões novos, que são mais eficazes e menos nocivos ao meio ambiente, por meio do projeto BNDES Renovação da Frota.
O financiamento foi concedido a condutores de caminhões independentes, associados em cooperativas e empresas de transporte de carga rodoviária, provenientes de 532 cidades, distribuídas por todas as áreas territoriais do país. No decorrer do período de janeiro, foram efetuadas 1.152 operações, tendo como média um valor de R$ 1,1 milhão por transação.
Esse plano de crédito faz parte do Move Brasil, iniciativa de deslocamento sustentável do governo federal. O projeto conta com uma quantia total de R$ 10 bilhões, dos quais R$ 6 bilhões são provenientes do Tesouro Nacional e os outros R$ 4 bilhões são oriundos de captação de recursos pelo Banco a uma taxa de mercado, tornando assim a substituição dos veículos mais acessível aos consumidores, com uma taxa de juros que oscila entre 13% e 14% ao ano.
“Esse projeto está garantindo um incremento na segurança das vias, reduzindo o impacto ambiental e proporcionando um grande estímulo à indústria nacional. Condutores de caminhões, cooperativados e empresas de transporte agora contam com condições mais competitivas para trocar veículos antigos e mais prejudiciais ao ecossistema por caminhões recém-fabricados ou seminovos, mais seguros e eficazes”, assevera Aloizio Mercadante, líder do BNDES.
Uma parte do valor total, R$ 1 bilhão, está alocada exclusivamente para autônomos do ramo de transporte e pessoas físicas vinculadas a cooperativas. O prazo para quitação se estende até 60 meses, com um período de carência de até 6 meses. O limite máximo de financiamento é de até R$ 50 milhões por beneficiário.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, ressalta que o programa apresenta um modelo bem-sucedido para a renovação da frota, “aperfeiçoando a segurança de nossos condutores de caminhões, com enfoque na sustentabilidade e no fortalecimento da indústria nacional”.
Fonte: Agência Brasil


