O marcador que avalia o percentual de famílias brasileiras que possuem dívidas como cartão de crédito e empréstimos atingiu 79,5% em janeiro, nível mais elevado já observado, igualando recorde de outubro anterior.
O dado está incluso na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), tornada pública nesta terça-feira (6) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
o endividamento é mais prevalente em famílias que auferem até três salários mínimos, atingindo 82,5% delas.
Descrição da dívida
- Cartão de crédito: 85,4%
- Carnês: 15,9%
- Crédito pessoal: 12,2%
- Financiamento de casa: 9,6%
- Financiamento de carro: 8,7%
- Crédito consignado: 6%
- Cheque especial: 3,4%
- Outras dívidas: 2,5%
- Cheque pré-datado: 0,3%
Uma em cada cinco famílias (19,5%) afirmaram ter mais da metade dos rendimentos comprometidos com dívidas.
a instituição adverte que o índice de endividamento se torna preocupante quando as famílias começam a enfrentar dificuldades na capacidade de honrar os pagamentos, o que é chamado de inadimplência.
Dívidas em atraso
O estudo apurou que a inadimplência em janeiro fechou em 29,3%, registrando o terceiro mês seguido de queda, ou seja, vem diminuindo desde outubro, quando estava em 30,5%.
A CNC também identificou que 12,7% das famílias afirmaram não ter condições de pagar dívidas atrasadas.
Juros elevados
A taxa básica de juros da economia, a Selic, está em 15% ao ano, patamar mais alto desde julho de 2006 (15,25%).
A Selic elevada atua na economia de forma restritiva, ou seja, encarece operações de crédito e desencoraja investimentos e consumo. O efeito esperado é a menor procura por produtos e serviços, esfriando a inflação. O impacto negativo é que uma economia em desaceleração tende a reduzir a geração de empregos.
Projeção
A CNC prevê que o endividamento das famílias deve continuar aumentando, pelo menos no primeiro semestre, atingindo 80,4% em junho.
já sinalizada pelo Banco Central a partir de março.
Fonte: Agência Brasil


