Em janeiro, os valores da fatura de eletricidade e do combustível tiveram impacto e ocasionaram a variação no índice de preços geral do mês, que se equiparou ao registrado em dezembro. No início de 2025, a taxa de inflação havia sido diferente, com um número menor.
Com esses resultados, a taxa de inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), atingiu 4,44% nos últimos 12 meses, dentro da margem máxima permitida de acordo com a meta estabelecida pelo governo.
O aumento mais significativo foi percebido no preço do combustível, contribuindo com 0,10 ponto percentual para o índice, enquanto a redução no valor da conta de luz representou -0,11 p.p.
As informações referentes a esses dados foram disponibilizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sediado no Rio de Janeiro, e divulgadas nesta terça-feira (10).
O objetivo
O Conselho Monetário Nacional (CMN) estipulou a meta de inflação em 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 pontos percentuais para mais ou para menos, resultando em um intervalo entre 1,5% e 4,5%. Desde o mês de novembro anterior, o IPCA tem se mantido dentro dessa margem de variação.
A avaliação da meta desde o início de 2025 inclui os 12 meses anteriores, não se restringindo ao resultado final do ano (dezembro). A meta é considerada descumprida se ultrapassar a margem de tolerância por seis meses consecutivos.
De acordo com levantamento realizado pelo Boletim Focus, do Banco Central, em instituições financeiras, a projeção é que o IPCA encerre o ano em 3,97%.
O indicador
O IPCA avalia o custo de vida de famílias com renda variando de um a 40 salários mínimos. No total, são considerados 377 subitens (produtos e serviços) para cálculo do índice de preços.
A coleta de valores é realizada em diferentes áreas metropolitanas – Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre – além de Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.
Fonte: Agência Brasil


