Opção concebida para otimizar as transações por meio do Pix, o Pix por proximidade completa um ano neste domingo (29) enfrentando o desafio de despertar o interesse do público. De acordo com os dados mais recentes disponibilizados pelo Banco Central (BC), as movimentações financeiras nessa vertente representaram apenas 0,01% do total de transações realizadas por Pix e 0,02% do montante transferido em janeiro.
Em meio a um total de 6,33 bilhões de transferências realizadas via Pix no mês anterior, somente 1,057 milhão ocorreu por intermédio da proximidade do celular a uma maquininha de cartão ou a uma tela de computador. Quanto aos valores, R$ 568,73 milhões foram transacionados, de um total de R$ 2,69 trilhões movimentados em janeiro.
Harmonicamente ao diretor executivo da Associação dos Iniciadores de Transação de Pagamento (Init), Gustavo Lino, as restrições de segurança impostas pelo Banco Central e os limites operacionais têm retardado a adesão ao Pix por proximidade. Contudo, ele pontua que os últimos meses sinalizam uma tendência de crescimento nesse formato, especialmente entre organizações.
“O potencial é significativo, sobretudo à medida que a oferta se aprimora e passa a abarcar mais situações, inclusive no âmbito empresarial, mantendo a confiabilidade como alicerce”, declara.
Conforme Lino, com a consolidação da disponibilidade do Pix por proximidade pelo setor comercial e pelas demais companhias, a utilização tende a se expandir, principalmente em estabelecimentos com grande fluxo de pessoas. “Um ano depois, o Pix por proximidade reitera a trajetória de aperfeiçoamento do Pix para estar mais presente em pagamentos recorrentes e no ponto de venda”, complementa.
Quanto aos pagamentos no contexto corporativo, nos quais uma filial transfere recursos para a matriz, por exemplo, o diretor executivo da Init está convicto de que o desenvolvimento de procedimentos específicos para empresas ampliará o interesse. De acordo com ele, todo o processo está sendo conduzido preservando os mecanismos de segurança.
Progresso
A despeito da participação reduzida no sistema Pix, a modalidade de proximidade vem crescendo. Em julho de 2025, cinco meses após o lançamento, apenas 35,3 mil transações nessa modalidade haviam sido efetuadas. Em novembro do ano anterior, o volume de movimentações ultrapassou pela primeira vez a marca de 1 milhão.
Os montantes crescem de forma exponencial. De R$ 95,1 mil em julho do ano anterior, saltou para R$ 1,103 milhão no mês subsequente, atingindo R$ 24,205 milhões em novembro e alcançando R$ 133,151 milhões transacionados em dezembro.
Limitações de segurança
Com a finalidade de coibir fraudes realizadas por criminosos que se utilizam de maquininhas de cartão para subtrair valores, o BC estipulou um limite padrão de R$ 500 para cada Pix por proximidade quando a transação é realizada por meio do Google Pay, carteira digital para dispositivos Android, presente em um pouco mais de 80% dos smartphones dos brasileiros.
Quando a transferência é efetuada por intermédio dos aplicativos das instituições financeiras, as quais são obrigadas a disponibilizar o Pix por proximidade, os limites podem ser ajustados. O correntista pode diminuir o valor por transação e também fixar um valor máximo diário.
Diferença
O grande diferencial do Pix por proximidade reside na agilidade da transação. No Pix tradicional, o usuário necessita acessar o aplicativo do banco, conectar-se à internet, inserir a chave ou escanear um Código QR e digitar a senha.
Para utilizar a modalidade por proximidade, basta acessar a carteira digital ou o aplicativo da instituição e aproximar o celular da maquininha ou da tela do computador no caso de compras em sites. É suficiente ativar a função Near Field Communication (NFC) nas configurações do smartphone.
A modalidade aproxima a experiência de pagamento à dos cartões de crédito e de débito com proximidade. Isso reduz o tempo de pagamento em estabelecimentos com elevado volume de pessoas ou longas filas.
>> Entenda como opera o Pix por aproximação
Vigilância quanto a juros
Diversas instituições financeiras utilizam o Pix por proximidade para disponibilizar o Pix com pagamento por cartão de crédito. No entanto, o pagador precisa permanecer atento pois, nessas situações, há incidência de encargos financeiros.
Em dezembro, o BC desistiu de regulamentar o Pix Parcelado, entretanto as instituições financeiras podem ofertar o parcelamento com juros do Pix, desde que utilizem denominações semelhantes, como Pix no Crédito ou Parcele o Pix.
Fonte: Agência Brasil


