A chefe da Petrobras, Magda Chambriard, comunicou na quarta-feira (18) que a paralisação do certame de diesel e gasolina previsto para esta semana está diretamente associada à urgência de reavaliar inventários. A cena internacional de petróleo e produtos derivados enfrenta um panorama de incertezas em decorrência do confronto no Oriente Médio.
Conforme Chambriard, a escolha foi feita após a empresa adiantar entregas de combustíveis e detectar risco de desequilíbrio no abastecimento.
“Nós cancelamos o certame, primeiramente, pois é vital reavaliar constantemente o estoque disponível para evitar entregar tudo de uma vez e faltar no dia seguinte”, expressou Magda.
“Adiantamos cerca de 10% a 15% das nossas entregas de combustíveis. Todavia, as circunstâncias não permitiam mais que o fizéssemos, sob ameaça de prejudicar novamente a sociedade, a qual buscamos proteger das inquietações e da volatilidade do mercado internacional”, acrescentou.
Na semana anterior, a Petrobras anunciou o incremento de R$ 0,38 no litro do diesel A, comercializado por suas refinarias às distribuidoras, que realizam a mistura obrigatória com biodiesel e encaminham o combustível aos postos de revenda.
A líder da estatal participou na quarta-feira de um evento no Rio de Janeiro no qual foi estabelecido um acordo para garantir a sede do futuro Museu do Petróleo e Novas Energias, que ficará no antigo edifício do Automóvel Club do Brasil, no centro da cidade.
No evento, Magda Chambriard também confirmou ter ocorrido contratempos com navios que deviam ter atracado no país com produtos derivados de petróleo. Segundo ela, a Petrobras monitorou seis navios de terceiros que rumavam para o Brasil, se aproximaram de portos brasileiros e tiveram seus destinos desviados.
“Não podemos assegurar que tenham sido redirecionados por oportunidades de venda mais atrativas em algum lugar do mundo. Essa não é nossa competência. O que é competência nossa é que todas as nossas obrigações assumidas estão sendo cumpridas regularmente”, afirmou Magda.



