O vice-presidente Geraldo Alckmin, presente em Brasília, participou ontem à tarde do lançamento da Coalizão Biodiesel, composta pela Associação dos Fabricantes de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) em parceria com a Associação Nacional das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).
Juntas, essas duas organizações representam 16 produtores de biocombustíveis com 33 unidades de produção em funcionamento, conforme informado pelos membros, o que corresponde a 63,7% da indústria nacional dedicada à fabricação de biodiesel.
Para Alckmin, o biodiesel é crucial, especialmente em tempos nos quais conflitos globais afetam o mercado de combustíveis.
“Em vez de importar diesel, que está sujeito a instabilidades geopolíticas mundiais, estamos produzindo nosso próprio combustível aqui, para nosso próprio país”, ressaltou.
De acordo com o vice-presidente, o Brasil é o único país que incorpora 30% de etanol anidro na gasolina, além de possuir uma frota com 85% de veículos flex, ou seja, capazes de serem abastecidos tanto com etanol quanto com gasolina.
Geraldo Alckmin considera que “não há agenda mais otimista do que essa. Ela atrai todos os setores”. Segundo o vice-presidente, o uso de biodiesel contribui para a melhoria da qualidade do ar, redução da poluição e de problemas respiratórios.
O vice-presidente também ressalta que a produção de biodiesel tem impactos sociais, envolvendo pequenos agricultores e gerando empregos em diversas áreas, desde a indústria até os serviços.
“Como somos líderes mundiais na agricultura, possuímos a agricultura tropical mais competitiva e eficiente do mundo, devemos agregar valor: produzir biocombustíveis, auxiliar o meio ambiente, a saúde da população, gerar empregos, renda, evitar a importação de produtos e fortalecer a economia do nosso país”, resumiu.
Alckmin também mencionou as medidas tomadas pelo governo federal para garantir o abastecimento de combustíveis e reduzir o impacto dos preços do diesel e da gasolina frente ao aumento do custo do petróleo devido aos conflitos no oriente médio.
“O governo federal isentou o PIS/Cofins, implementou um subsídio por sua conta e convidou os estados a participarem. Sem impor obrigações, convidou os estados a contribuírem igualmente. O governo entra com 60 centavos, enquanto municípios e estados colaboram com a mesma quantia. A maioria dos estados, praticamente de forma unânime, concordou”, recordou.
Ontem (7), o governo anunciou uma série de medidas para isentar o PIS/Cofins sobre o biodiesel e reduzir o impacto nos preços do gás de cozinha e do querosene de aviação.
Fonte: Agência Brasil


