A sentença de Suprema Corte dos EUA de anular a maior parte do tarifaço do governo de Donald Trump desencadeou um surto de alegria no mercado financeiro. O mercado acionário registrou novo recorde e ultrapassou a marca de 190 mil pontos pela primeira vez. O dólar encolheu para abaixo de R$ 5,20 e atingiu o mínimo em quase dois anos.
O indicador Ibovespa, da B3, finalizou o dia de hoje (20) em 190.534 pontos, com aumento de 1,06%. Ações de empresas de mineração e de instituições financeiras, com elevada influência no índice, encabeçaram as altas.
No decorrer da semana, encurtada devido ao carnaval, a bolsa de valores brasileira avançou 2,18%. Desde o início de 2026, a bolsa acumula crescimento de 18,25%.
O dia também foi caracterizado pela exuberância no mercado cambial. O dólar comercial fechou o dia sendo vendido a R$ 5,176, com queda de R$ 0,051 (-0,98%). A cotação iniciou próximo à estabilidade, mas começou a declinar já pela metade da manhã, antes da decisão da Suprema Corte, consolidando-se na faixa de R$ 5,17 no encerramento da sessão.
A moeda norte-americana atingiu o nível mais baixo desde 28 de maio de 2024, quando se situava em R$ 5,15. A divisa diminuiu 1,03% na semana e tem queda acumulada de 5,69% em 2026. O euro comercial também apresentou substancial diminuição, caindo 0,86% e encerrando a R$ 6,09, o mínimo desde 27 de fevereiro do ano passado.
Globalmente, o dólar se retraiu depois que a Suprema Corte derrubou praticamente todas as tarifas impostas pelo governo do presidente Donald Trump. As moedas de nações emergentes foram grandemente favorecidas.
Mesmo a declaração de Trump de que planeja implementar uma tarifa global de 10% por 120 dias sobre as mercadorias que entram nos EUA não afetou o mercado. Após a coletiva de imprensa, o dólar acelerou a queda e a bolsa ampliou o crescimento.
*Com dados da Reuters
Fonte: Agência Brasil


