Em mais um dia de entusiasmo no cenário financeiro, a bolsa de valores alcançou um novo recorde, ultrapassando os 184 mil pontos. O dólar apresentou flutuações durante o dia, mas encerrou estável, mantendo-se no menor patamar em quase dois anos.
O índice Ibovespa da B3 concluiu esta quarta-feira (28) em 184.691 pontos, registrando uma alta de 1,52%. Em apenas quatorze dias, a bolsa brasileira teve um aumento de 11,83%. Dentre as últimas 11 sessões, o Ibovespa alcançou recorde em oito delas.
O mercado cambial passou por um dia de ajustes. Após duas quedas seguidas, o dólar comercial fechou a jornada a R$ 5,206, o mesmo nível do dia anterior (27). A cotação variou, chegando a descer para R$ 5,17 por volta das 10h, mas começou a subir quando os investidores decidiram adquirir a moeda com preços mais baixos. Por volta das 16h, a moeda subiu para R$ 5,22, mas teve um recuo nos últimos minutos de negociação.
A moeda dos Estados Unidos está com o menor valor desde 28 de maio de 2025, quando era cotada a R$ 5,15. A divisa já apresenta uma queda acumulada de 5,16% em 2026.
Em um dia sem surpresas quanto às taxas de juros no Brasil e nos EUA, o mercado financeiro teve uma reação positiva. A bolsa se valorizou após o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) decidir manter os juros básicos da maior economia global entre 3,5% e 3,75% ao ano.
No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu manter a Taxa Selic em 15% ao ano, mas revelou que deverá iniciar a redução da taxa em março. A discrepância em relação às taxas de juros nos Estados Unidos favorece a atração de investimentos financeiros para o Brasil, ajudando a manter a cotação do dólar em baixa.
* com informações da Reuters
Fonte: Agência Brasil


