O estado do Rio de Janeiro contará com um total de 26 feriados municipais, levando em conta os aniversários das cidades e outras datas de importância regional, além dos feriados nacionais e estaduais, como o Dia de São Jorge (23 de abril). Dessa maneira, o comércio varejista do estado pode deixar de arrecadar mais de R$ 2 bilhões neste ano. A receita mensal do comércio fluminense é, em média, de R$ 1,4 bilhão, sendo que a cidade do Rio de Janeiro responde por cerca da metade, em torno de R$ 700 milhões. Essa informação foi revelada pelo Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio).
Para o comércio, a questão crítica é que datas festivas significativas coincidirão com dias úteis, podendo ser prolongadas devido aos denominados enforcamentos, fazendo com que muitas empresas não abram, resultando em uma diminuição na circulação de pessoas nas ruas, o que afeta, em especial, o comércio varejista. Também é relevante lembrar os 52 domingos deste ano, quando a maior parte do comércio permanecerá fechada. Ademais, 2026 será um ano de Copa do Mundo e de eleições, o que poderá impactar negativamente o comércio.
Outro aspecto a ser levado em conta é a lucratividade, analisada através do custo de operação do estabelecimento e da receita gerada enquanto a loja está em funcionamento. Essa questão é amplamente verificada nos shoppings e no comércio de rua, que abrem em feriados e lidam, especialmente, com itens essenciais.
“Os feriados têm grande importância para a sociedade. O que preocupa é o excesso. Se não fossem os acordos coletivos, que autorizam a abertura nos feriados e domingos, e o comércio online, as perdas financeiras poderiam ser ainda mais significativas”, diz Aldo Gonçalves, presidente do SindilojasRio.
“A superabundância de feriados prejudica a atividade comercial, limitando a circulação de produtos e o fluxo de dinheiro e negócios. Em algumas regiões, isso afeta especialmente os lojistas de rua, principalmente aqueles de menor porte, que são mais vulneráveis aos impactos dos finais de semana e feriados, visto que normalmente não abrem nesses dias”, analisa Gonçalves.
Durante os feriados, os gastos familiares se entrelaçam com os de lazer. Assim, os apelos para que os consumidores viajem, se divirtam e busquem outras formas de entretenimento são mais intensos, beneficiando ainda mais as atividades ligadas ao turismo, bares e restaurantes”, finalizou o presidente do Sindilojas.
Fonte: Agência Brasil


