O governo nacional oficializou recentemente a instituição do Programa Rotas de Conexão Sul-Americana. Um dos objetivos finais dessa ação é diminuir o tempo e o gasto do transporte de produtos entre o Brasil e as nações vizinhas, assim como com a Ásia.
Com o intuito de alcançar essa meta, a proposta busca viabilizar medidas para unir infraestruturas físicas, digitais, sociais, ambientais e culturais entre os países sul-americanos. A ordem de criação, assinada pela ministra Simone Tebet e divulgada no Diário Oficial da União de terça-feira (3), valida cinco rotas de conexão.
Conforme o que planeja o projeto, a proposta engloba a elaboração de estudos técnicos e pesquisas aplicadas em diversas áreas, como a multimodalidade de transportes, a interconexão e a integração energética e digital, a unidade geoeconômica, a bioceânica e as perspectivas fronteiriças e não fronteiriças em território nacional.
Cinco trajetos
Os sistemas de infraestrutura se concentram em cinco rotas estratégicas estabelecidas após consulta aos 11 Estados brasileiros que têm fronteira com os países sul-americanos.
As rotas foram segmentadas da seguinte forma:
- Região das Guianas – locais do Norte brasileiro com Guiana Francesa, Suriname, Guiana e Venezuela
- Amazônica – norte com Colômbia, Equador e Peru
- Setor Rondon – Norte e Centro-Oeste no Brasil com Peru, Bolívia e Chile
- Rota Bioceânica de Capricórnio – Centro-Oeste, Sudeste e Sul com Paraguai, Argentina e Chile
- Rota Bioceânica Meridional – Sul do Brasil com Uruguai, Argentina e Chile
De acordo com o governo, o planejamento das cinco rotas foi concebido após reunião de líderes da América do Sul, em 2023, que optaram por uma pauta de integração regional.
Entre os argumentos do governo, está o fato de que o Brasil deu preferência, ao longo do tempo, ao comércio com nações europeias e os Estados Unidos através do Atlântico. A formulação leva em consideração que, nas últimas décadas, houve uma migração da produção em direção aos estados do Centro-Oeste e do Norte e um aumento significativo do comércio com os países asiáticos.
Fonte: Agência Brasil


