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Descubra os fatores estruturais que inflamam a inflação alimentar no Brasil

Gabriel Aires
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Gabriel Aires
PorGabriel Aires
Gabriel Aires é editor-chefe e fundador do Tudo Crédito. Especialista em análise de produtos financeiros, foca na matemática aplicada para desmistificar algoritmos de Score e taxas...
4 dias atrás
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Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (31) pela organização da sociedade civil ACT Promoção da Saúde, em colaboração com a Agência Bori, revela que a elevação dos preços dos alimentos no Brasil é considerada um fenômeno estrutural, que torna mais caros os produtos frescos em comparação com os industrializados.

O estudo foi conduzido pelo economista Valter Palmieri Junior, doutor em economia do desenvolvimento pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

De acordo com ele, o avanço dos preços dos alimentos no Brasil não pode ser atribuído somente a fatores sazonais ─ variações temporárias que tendem a se corrigir espontaneamente com a mudança de estação. A pesquisa menciona o exemplo da alta nos preços do tomate durante a entressafra.

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O economista também argumenta que o aumento dos preços dos alimentos não pode ser explicado apenas por fatores conjunturais, que são variações devido a eventos não recorrentes, que podem durar meses ou poucos anos. Um exemplo disso é a repentina desvalorização cambial.

O estudo caracteriza a elevação dos preços dos alimentos como estrutural, envolvendo pressões constantes que não se resolvem sozinhas e demandam mudanças na organização da economia.

“A inflação é estrutural, pois não é resultado apenas de choques temporários, é específica, pois está relacionada às características históricas do modelo de desenvolvimento brasileiro”, escreve o pesquisador no estudo.

Aumento acima da inflação

Em quase duas décadas, o custo dos alimentos para o brasileiro aumentou 302,6%, ou seja, quadruplicou, enquanto a inflação geral do país foi de 186,6%. Isso indica que, de junho de 2006 a dezembro de 2025, o encarecimento dos alimentos supera em 62% o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), conhecido como inflação oficial.

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Para ilustrar, Palmieri Junior compara que nos Estados Unidos, no mesmo período, o custo dos alimentos ficou cerca de 1,5% acima da inflação geral.

O pesquisador destaca que no Brasil, quando ocorre algum tipo de crise e os preços dos alimentos sobem substancialmente, há resistência em reduzi-los.

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“É fácil aumentar, mas depois, em algum momento, é muito difícil reduzir um pouco. Presenciei isso em relação a alguns outros países”, afirmou em conversa com jornalistas para apresentar o estudo.

Ao analisar os grupos de alimentos que compõem o custo da alimentação no Brasil, a pesquisa aponta que os itens que mais tiveram elevação foram: 

  • Vegetais e legumes (359,5%), 
  • Produtos cárneos (483,5%) e 
  • Frutas (516,2%) 

Saudáveis x industrializados

O levantamento indica que a redução do poder de compra é mais perceptível em alimentos in natura.

“Se uma pessoa destinasse, por exemplo, 5% do salário mínimo para comprar alimentos em 2006, atualmente, com essa mesma proporção, ela conseguiria adquirir mais produtos ultraprocessados e menos itens saudáveis”, declara.

De 2006 a 2026, o poder de compra de frutas diminuiu cerca de 31%; e para hortaliças e verduras, 26,6%.

Já para a compra de refrigerantes (+23,6%) e embutidos como presunto (+69%) e mortadela (+87,2%), houve aumento.

No caso dos produtos industrializados, o economista explica que a redução de custos está relacionada à presença de elementos como os aditivos, “que são de fabricação industrial e têm menor variação de preço”. Outro ponto é o fato de serem culturas de “monocultura”, quando o solo é utilizado repetidamente para poucos tipos de alimentos, o que diminui a resistência da cultura.

“Poucos ingredientes básicos, como trigo, milho, açúcar e óleo vegetal, são transformados em uma infinidade de produtos diferentes por meio da adição de aditivos químicos”, descreve.

Para o especialista, o impacto menor da inflação nos alimentos industrializados orienta as escolhas, levando as pessoas a comprarem produtos menos saudáveis.

“Isso acaba gerando uma mudança nos padrões de consumo a partir disso”.

Uma pesquisa divulgada hoje pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) destacou os fatores que incentivam o consumo de alimentos industrializados por crianças em áreas urbanas.   

Modelo de exportação

Um dos motivos que contribuem para o aumento persistente dos preços, destaca-se, é a inserção internacional do Brasil e o modelo voltado para exportações agrícolas.

O fato de o país ser um dos maiores exportadores de alimentos do mundo faz com que os produtores priorizem a venda para outros países e recebam o valor da produção em dólares, ao invés de direcionarem para o mercado interno.

Nos anos 2000, demonstra o estudo, o país exportava 24,2 milhões de toneladas de alimentos e importava 14,2 milhões de toneladas. Em 2025, as exportações subiram para 209,4 milhões de toneladas, enquanto as importações ficaram em 17,7 milhões.

“Esse indicador reflete a quantidade líquida de alimentos produzidos no país cuja destinação é o mercado internacional, reforçando o papel do Brasil como importante exportador e ampliando a influência do mercado internacional sobre os preços internos”, afirma.

A orientação para o exterior faz com que os agricultores brasileiros priorizem itens mais demandados em outros países, como soja, milho e cana-de-açúcar.

A área destinada ao cultivo destas culturas cresceu de 41,93 milhões de hectares em 2006 para 79,30 milhões de hectares em 2025. Essa diferença é maior que toda a extensão territorial da Alemanha (35,7 milhões de hectares).

No mesmo período, a área utilizada para o cultivo de arroz, feijão, batata, trigo, mandioca, tomate e banana diminuiu de 10,22 milhões de hectares para 6,41 milhões de hectares. Para comparar, o estado da Paraíba abrange 5,64 milhões de hectares.

Insumos mais dispendiosos

Outro fator apontado como causa do aumento recorrente dos preços dos alimentos são os custos dos insumos agrícolas, como fertilizantes, defensivos, colheitadeiras e outros equipamentos.

O estudo comparou os preços dos triênios 2006-2008 e 2022-2024 e identificou as seguintes elevações em termos reais:

  • fertilizantes: 2.423%.
  • herbicidas e reguladores de crescimento: 1.870%
  • colheitadeiras: 1.765%
  • inseticidas: 1.301%
  • ureia (fertilizante nitrogenado): 981%
  • peças e partes de máquinas agrícolas: 667%

Segundo o pesquisador, isso reflete a falta de uma estratégia de desenvolvimento, com base na expansão de commodities (matérias-primas negociadas em grandes quantidades e preços internacionais) centrada em insumos e tecnologias controlados por oligopólios de países desenvolvidos.

O autor explica que há um ciclo vicioso que se reflete nos preços internos.

“Isso afetou o preço para todos, inclusive para o pequeno produtor de feijão. Ele pode não exportar, mas vai arcar com o alto custo dos insumos, e esse custo será repassado para o preço do feijão”, exemplifica.

Concentração

Essa dependência está ligada a outro fator que, na visão de Palmieri Junior, contribui para a inflação dos alimentos: a concentração da cadeia produtiva.

No estudo, ele revela que apenas quatro empresas estrangeiras de sementes detêm 56% do mercado global.

No segmento de pesticidas, quatro empresas estrangeiras controlam 61% do mercado.

No setor de máquinas agrícolas, 43% do mercado equivalem à participação de quatro empresas estrangeiras.

No ramo de alimentos, continua o estudo, cinco marcas de duas empresas têm 74,2% de participação no mercado de margarina brasileiro.

Situação semelhante ocorre no mercado de massas instantâneas (73,7%). Cinco marcas de três empresas alcançam 83% de participação no mercado de chocolate/bombom.

Inflação não perceptível

O economista destaca que a inflação dos alimentos é ainda mais significativa do que mostram os dados, devido à “inflação não perceptível”, que não pode ser mensurada. Ele caracteriza esse fenômeno como os produtos que mantêm o preço, mas alteram os ingredientes, adicionando elementos mais baratos em detrimento dos mais caros, o que resulta na perda de qualidade do produto final.

Um exemplo é o sorvete, que passa a ter menos leite e mais açúcar. O mesmo ocorre com o chocolate, que perde cacau em pó e ganha açúcar.

“Se o custo é reduzido pela piora na qualidade, e o produto é vendido pelo mesmo preço, temos uma inflação que não é considerada pelos órgãos de pesquisa. Como isso pode ser captado?”, questiona.

Soluções

A publicação sugere algumas alternativas com potencial para reverter a tendência inflacionária dos alimentos.

“O preço dos alimentos não é apenas um fator econômico. Reflete escolhas políticas, distributivas e civilizacionais sobre o modelo de sociedade que se deseja construir”, destaca o autor.

Entre as sugestões estão:

  • descentralização produtiva e fortalecimento das economias locais
  • rea…

    Modelo exportador

    … forte

  • crédito à produção dependente da produção para o mercado interno

Palmieri Junior citou exemplos de países desenvolvidos, como os Estados Unidos e os países europeus, que fizeram reformas agrárias.

“Isso implica tornar a terra mais acessível a uma parte da população. Isso contribui para uma soberania alimentar”, argumenta.

Para ele, a reforma agrária beneficia os interesses do capitalismo.

“Se a comida é barata, sobra mais dinheiro para o cidadão comprar outros produtos que o capitalismo está produzindo e lucrando muito mais”, avalia.

“Se para a população de um país uma grande parte da renda tem que ser destinada para a comida, outros setores produtivos são prejudicados”, conclui.

Fonte: Agência Brasil

TAGS:Inflaçãoinflação de alimentosIPCA
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PorGabriel Aires
Gabriel Aires é editor-chefe e fundador do Tudo Crédito. Especialista em análise de produtos financeiros, foca na matemática aplicada para desmistificar algoritmos de Score e taxas bancárias. Sua missão é revelar o que os bancos não contam e democratizar o acesso ao crédito com segurança técnica.

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