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Dólar cai abaixo de R$ 5, menor valor em dois anos!

Gabriel Aires
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Gabriel Aires
PorGabriel Aires
Gabriel Aires é editor-chefe e fundador do Tudo Crédito. Especialista em análise de produtos financeiros, foca na matemática aplicada para desmistificar algoritmos de Score e taxas...
9 horas atrás
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O dólar encerrou abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos, ao mesmo tempo em que a bolsa brasileira estabeleceu novos recordes, ultrapassando os 198 mil pontos neste dia de segunda-feira (13).

Apesar do início do bloqueio do Estreito de Ormuz pelos Estados Unidos, o clima no mercado financeiro melhorou após afirmações do presidente Donald Trump sobre uma possível negociação com o Irã.

A moeda norte-americana terminou o dia em baixa, acompanhando a tendência no exterior, enquanto a bolsa de valores brasileira avançou impulsionada por ações de matérias-primas e pelo capital estrangeiro.

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Câmbio diminui

O dólar comercial encerrou em R$ 4,997, uma queda de R$ 0,014 (-0,29%). Essa cotação é a menor desde 27 de março de 2024. Durante o dia, atingiu o mínimo de R$ 4,98 por volta das 14h20.

No mês, a moeda acumula uma redução de 3,51%. Desde 2026, a queda chega a 8,96%.

Depois de subir inicialmente devido às tensões no Oriente Médio, o dólar perdeu força ao longo da tarde. A mudança de direção aconteceu após Trump afirmar que o Irã estaria aberto para negociações.

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No cenário internacional, o índice DXY, que avalia o desempenho do dólar frente a outras moedas fortes, também recuou, sustentando a tendência observada no Brasil.

O euro comercial fechou o dia sendo negociado a R$ 5,876, com uma pequena queda de 0,02%. Essa cotação é a mais baixa desde o final de junho de 2024.

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Marca histórica no Ibovespa

Na bolsa brasileira, o Ibovespa teve um avanço de 0,34% e fechou em 198.001 pontos, atingindo o patamar mais alto de sua história. Ao longo do pregão, chegou a superar os 198.100 pontos.

O bom desempenho foi impulsionado principalmente por ações de grandes empresas ligadas a matérias-primas, como mineração e petróleo, e pela entrada contínua de recursos estrangeiros. No mês, o índice acumula um aumento de 5,62% e, desde o início do ano, um crescimento de 22,89%.

O desempenho positivo no Brasil acompanhou o comportamento das bolsas em Nova York, que também reagiram às indicações de redução das tensões geopolíticas.

O índice Dow Jones, das empresas industriais, subiu 0,63%. O S&P 500, das 500 maiores empresas, teve um ganho de 1,02% e anulou as perdas desde o início do conflito no Oriente Médio. O Nasdaq, composto por empresas de tecnologia, avançou 1,23%.

A expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã contribuiu para reduzir a aversão ao risco nos mercados globais.

Petróleo abaixo de US$ 100

Os preços do petróleo subiram, impulsionados pelas tensões no Oriente Médio e pelo bloqueio de portos iranianos pelos Estados Unidos.

O barril do tipo Brent, utilizado como referência internacional, fechou em alta de 4,36%, atingindo US$ 99,36, enquanto o WTI, do Texas, teve um aumento de 2,6%, chegando a US$ 99,08.

Embora tenham permanecido acima de US$ 100 na maior parte do dia, ambos os valores desaceleraram após as declarações de Trump.

A volatilidade continua elevada, com os investidores atentos aos desdobramentos no Estreito de Ormuz, uma região crucial para o fluxo global de petróleo.

* Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

TAGS:Ataque no IrãConflito no Oriente MédiodólarEUATrump
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PorGabriel Aires
Gabriel Aires é editor-chefe e fundador do Tudo Crédito. Especialista em análise de produtos financeiros, foca na matemática aplicada para desmistificar algoritmos de Score e taxas bancárias. Sua missão é revelar o que os bancos não contam e democratizar o acesso ao crédito com segurança técnica.

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