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Ex-chefe da Petrobras alerta sobre risco energético no Brasil

Gabriel Aires
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Gabriel Aires
PorGabriel Aires
Gabriel Aires é editor-chefe e fundador do Tudo Crédito. Especialista em análise de produtos financeiros, foca na matemática aplicada para desmistificar algoritmos de Score e taxas...
7 dias atrás
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A batalha no Irã e o recente impacto do petróleo durante o fechamento do Estreito de Ormuz expõem a fragilidade energética do Brasil, que suspendeu o projeto de expansão do refino no país em meio à operação Lava Jato e à pressão das grandes corporações petrolíferas.

Essa é a análise feita pelo antigo presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, que apresentou, esta semana, o livro Economia do Hidrogênio: paradigma energético do futuro, sobre as perspectivas da utilização do hidrogênio na transição energética. A obra foi publicada pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep).

Em conversa com a Agência Brasil, Gabrielli ressaltou que os Estados Unidos (EUA) estão tentando influenciar o mercado global de petróleo por meio das intervenções na Venezuela e no Irã; que a guerra irá modificar a geografia desse comércio com a possível maior contribuição do Brasil, Canadá e Guiana no fornecimento de petróleo bruto para China e Índia.

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No entanto, sem a capacidade de refino para suprir a demanda interna, especialmente de diesel, o Brasil estaria vulnerável às instabilidades do momento atual. O antigo presidente da Petrobras ainda abordou o papel das importadoras de combustíveis no Brasil e o impacto da guerra na transição energética. Confira a entrevista a seguir:

Agência Brasil: Quais são as consequências da guerra no Irã para o comércio global de petróleo e gás?

Sérgio Gabrielli: Experimentamos dois grandes abalos em 1973 e 1979 [épocas de instabilidades políticas no Oriente Médio que acarretaram em aumentos no preço do barril e impactaram a economia mundial]. E agora estamos enfrentando um terceiro grande choque do petróleo que resultará em efeitos estruturais, mudando a comercialização do petróleo e, principalmente, do mercado de gás. Isso ocorre porque há ataques às principais fontes produtoras de gás do mundo.

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No mercado petrolífero, o impacto será um pouco mais brando inicialmente, porém terá consequências a longo prazo também. Isso se deve ao fato de que, no Oriente Médio, estão sendo construídas as principais novas refinarias do mundo, na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes Unidos e no Irã. E o destino principal do petróleo do Golfo Pérsico é a China e a Índia.

A postura agressiva dos EUA, liderada por Trump, claramente visa controlar o mercado petrolífero. Não é por acaso que sua primeira ação foi o surpreendente sequestro do presidente venezuelano, com a imposição de uma série de medidas favoráveis aos EUA.

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Isso é justificado pelo fato de haver uma complementaridade entre o tipo de petróleo da Venezuela e as refinarias norte-americanas, que são altamente adaptadas a esse tipo.

Já o Irã é o segundo maior produtor do Oriente Médio, atrás apenas da Arábia Saudita. Contudo, o Irã mantém um mercado próprio devido às sanções americanas. O petróleo iraniano é amplamente consumido pela China e outras regiões do mundo por meio de um mercado paralelo criado devido às sanções.

Com a guerra, é evidente que esse padrão de exportação do Irã será alterado. Ao controlar o Estreito de Ormuz, o Irã inteligentemente passou a permitir a passagem apenas de alguns mediante pagamento em yuans [moeda chinesa].

Isso expõe outra faceta da crise relacionada ao uso do dólar como padrão de negociação nesse mercado. Em resumo, o mercado de petróleo será modificado, tanto em relação ao dólar quanto à diminuição da influência do Oriente Médio.

Agência Brasil: Esse era um objetivo do Trump?

Gabrielli: Sim, digamos que é uma consequência indesejada da guerra liderada por Trump.

Agência Brasil: Qual é a intenção dos EUA em intervir agora no Irã?

Gabrielli: É apropriar-se desse mercado paralelo que o Irã estabeleceu contornando as sanções. Presentemente, há os outros três maiores produtores de petróleo do mundo: Canadá, Guiana e Brasil. Esses três países desempenham um papel significativo na oferta de petróleo novo a partir de 2027. Estima-se que juntos, esses países vão adicionar 1,2 milhão de barris diários ao mercado.

Agência Brasil: Uma consequência da guerra?

Gabrielli: Independentemente da guerra, devido à própria produção deles. Com a guerra, isso, claramente, irá auxiliar na alteração do abastecimento para a China e Índia, que possuem capacidade de refino, mas carecem de petróleo.

O petróleo brasileiro é o que melhor se adapta às maiores refinarias chinesas. Já o petróleo canadense é a opção ideal para as refinarias menores da China.

Essa mudança irá impactar a relação entre Canadá, Brasil e China no que diz respeito ao petróleo. A presença do Brasil na China irá se intensificar, sendo que o Brasil já é o terceiro maior exportador de petróleo para a China.

 

Ipojuca (PE) 01/11/2024 – As unidades de hidrotratametno de nafta e de geração de hidrogênio da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), da Petrobras, trabalham para reduzir os teores de enxofre e componentes instáveis no combustível. O Trem 1 da RNEST vai passar por

Refinaria Abreu e Lima (RNEST), da Petrobras. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil 

 

Agência Brasil: Como você sugere que o Brasil se posicione diante desse novo quadro?

Gabrielli: O Brasil enfrenta um desafio em termos de segurança energética. Não possuímos capacidade de refino suficiente para suprir o mercado brasileiro de diesel, gasolina e gás de cozinha. Temos uma alta dependência de diesel, correspondendo a cerca de 20% a 30% do mercado brasileiro.

Para aprimorar a segurança energética, é crucial ampliar a capacidade de refino. Desde a Operação Lava Jato, o Brasil tem inibido a criação de novas refinarias. A Petrobras tinha planos de construir cinco refinarias, porém apenas uma foi erguida. De 1980 a 2014, o Brasil não inaugurou nenhuma refinaria nova. Em 2014, foi aberta a refinaria de Pernambuco.

Houve também uma campanha histórica contra a capacidade de refino no Brasil, que remonta a 1911, período em que se iniciou o debate sobre petróleo no país. Em 1911, as empresas Exxon e Shell estavam presentes no Brasil.

Essas empresas sempre dominaram a distribuição no Brasil e sempre se opuseram à expansão do setor de refino brasileiro. A crise evidencia a importância da segurança energética.

No entanto, durante uma crise, não é viável construir uma refinaria, pois leva cerca de cinco anos para ser concluída. As únicas soluções de curto prazo adotadas pelo governo envolvem questões de preço.

Agência Brasil: Qual é o papel das importadoras de combustíveis?

Gabrielli: A partir do governo Temer, foram autorizados, se não me engano, quase 300 importadores de derivados de petróleo no Brasil. As refinarias da Petrobras, nos governos Temer e Bolsonaro, reduziram a capacidade de refino para operar a 50% da capacidade.

Essa decisão abriu espaço para o mercado de importação. Com o governo de Lula, em 2023, as refinarias voltaram a operar com até 93% de capacidade, o que já é praticamente o limite. Contudo, mesmo assim, não conseguem atender à demanda.

Os importadores, que seriam os estabilizadores do mercado, estão nitidamente agindo de forma especulativa. Eles só importam quando o preço internacional está mais baixo do que o preço interno. É necessário aumentar o preço doméstico para justificar a importação.

Agência Brasil: Como esse novo impacto do petróleo afeta a transição energética?

Gabrielli: Neste momento, não podemos nos dar ao luxo de dispensar os combustíveis fósseis. Abandonar os combustíveis fósseis seria um equívoco, como podemos observar no exemplo de Cuba, que está em declínio devido à falta de acesso ao petróleo.

A ideia de fechar as refinarias, cessar a produção de petróleo de imediato é insensata. A elevação nos preços resultará numa contração da demanda e, por conseguinte, numa busca maior por petróleo. Contudo, a médio prazo, haverá uma mudança de comportamento. Desta vez, a transição energética irá progredir a longo prazo devido a esse novo impacto.

Agência Brasil: O hidrogênio verde já representa uma alternativa aos combustíveis fósseis, ou ainda está no campo das promessas?

Gabrielli: Para tornar o hidrogênio viável, é imprescindível criar um novo mercado. Atualmente, as maiores consumidoras de hidrogênio são as refinarias e as empresas de fertilizantes.

O hidrogênio possibilitará a descarbonização da indústria e do setor produtivo. A expansão do hidrogênio verde só faz sentido se conseguirmos descarbonizar a produção siderúrgica, do cimento, do transporte pesado e da aviação.

Considerando que o hidrogênio é uma molécula complexa de transportar, a produção precisa estar próxima do consumo e competir com os biocombustíveis, já que a partir do hidrogênio é possível produzir metanol e, posteriormente, gasolina, diesel e querosene de aviação sem petróleo.

Agência Brasil: Mas já é viável realizar essa substituição do petróleo pelo hidrogênio verde?

Gabrielli: Somente se houver políticas de demanda que estimulem essa substituição. Em alguns lugares, já é viável atualmente. Mas, no geral, a projeção dos analistas é que o mercado de combustíveis será dominado pelo hidrogênio verde por volta de 2035.

Agência Brasil: Não está tão distante.

Gabrielli: Exato. Contudo, para que essa transição ocorra em 2035, as decisões precisam ser tomadas desde já.

Fonte: Agência Brasil

TAGS:Ataque no IrãConflito no Oriente MédioEUApetróleiSergio Gabrielli
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PorGabriel Aires
Gabriel Aires é editor-chefe e fundador do Tudo Crédito. Especialista em análise de produtos financeiros, foca na matemática aplicada para desmistificar algoritmos de Score e taxas bancárias. Sua missão é revelar o que os bancos não contam e democratizar o acesso ao crédito com segurança técnica.

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