O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) anunciou que até o começo da tarde desta quinta-feira (29), já havia efetuado pagamentos totalizando R$ 32,5 bilhões a 580 mil credores do Banco Master.
Essa quantia representa 80,05% do total projetado para desembolso e abrange 75% dos investidores elegíveis para a garantia.
As transferências tiveram início no dia 19 do mês passado e aceleraram após melhorias técnicas que otimizaram os sistemas do fundo.
O FGC projeta a necessidade de aproximadamente R$ 40,6 bilhões líquidos para assegurar as garantias ligadas ao Banco Master, que foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro. Essa quantia corresponde a cerca de um terço dos recursos disponíveis no fundo.
Conforme o FGC, há ao redor de 20 mil solicitações em andamento, que necessitam de ação por parte do credor.
Embora a liberação seja, na maioria das vezes, ágil, o fundo ressalta que medidas de segurança e prevenção contra fraudes podem demandar etapas extras de verificação, o que pode influenciar nos prazos específicos de liberação dos valores.
Will Bank
Além do Master, o FGC também precisará cumprir garantias vinculadas ao Will Bank, que teve sua liquidação decretada nesta semana pelo Banco Central. A previsão é de um desembolso adicional de R$ 6,3 bilhões.
O início desses pagamentos está condicionado ao envio da base de dados dos credores pelo liquidante designado pelo BC, e ainda não há um prazo estipulado para a liberação dos valores.
O fundo enfatizou que, uma vez que o Will Bank faz parte do conglomerado do Banco Master desde agosto de 2024, o limite de cobertura de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ não se duplicará. Assim, os clientes que já receberam o valor máximo na liquidação de outras entidades do grupo não terão quantias adicionais a serem resgatadas.
“O credor que já obteve o valor máximo da garantia de R$ 250 mil não receberá novos pagamentos, visto que todas as instituições pertencem ao mesmo conglomerado financeiro”, comunicou o FGC na semana passada.
O Banco Master foi atingido por liquidação extrajudicial no dia 18 de novembro, data em que seu controlador, Daniel Vorcaro, foi detido em uma operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de fraudes bilionárias. Ele foi posteriormente liberado e atualmente responde às investigações em liberdade, sob medidas cautelares.
Fonte: Agência Brasil


