A Agência Nacional de Estudos e Projetos (Finep), instituição de renovação ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Renovação (MCTI), e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) deram início, nesta terça-feira (10), ao Finep pelo Brasil, conjunto de encontros que visitará 100 capitais e localidades do interior em todas as regiões do país, de hoje (10) até 10 de abril.
O começo do projeto, na Casa Firjan, no Rio de Janeiro, simboliza o início de reuniões presenciais dedicadas à divulgação das opções de crédito, auxílio econômico e outros suportes oferecidos pela financiadora a empresas, cooperativas e organizações científicas e tecnológicas com o propósito de diminuir as disparidades regionais.
A Finep divulgou os 13 editais de convocação pública que totalizam R$ 3,3 bilhões em fundos não reembolsáveis destinados a projetos em sintonia com a Nova Indústria Brasil (NIB).
São recursos que não necessitarão ser restituídos aos órgãos financiadores, disponíveis para empresas de todos os tamanhos.
“A intenção é fomentar a reindustrialização nacional com ênfase em sustentabilidade, autonomia tecnológica e diminuição da dependência externa, gerando empregos e renda para o país”, explica a instituição.
Os setores estratégicos beneficiados abrangem cadeias agroindustriais, saúde, infraestrutura, transformação digital, transição energética e defesa nacional. As despesas financiáveis incluem folha de pagamento, serviços de consultoria, equipamentos e material de consumo, entre outros.
A ministra da Ciência, Tecnologia e Renovação, Luciana Santos, afirmou que o grande obstáculo é o financiamento para a indústria, ainda muito concentrado em grande parte no estado de São Paulo.
“Este programa busca estimular principalmente as empresas de base tecnológica a buscar recursos para a inovação. A ciência precisa sair do papel. Não conseguiremos ser a nação autônoma que almejamos sem ciência e tecnologia. Não podemos nos tornar o país eternamente dependente das commodities.”
De acordo com o presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, a capacidade de unir competências e atender às demandas reais do mercado é crucial para transformar conhecimento em inovação e competitividade.
“Quando setor público e setor produtivo se unem e operam em conjunto, a inovação deixa de ser uma exceção e se torna uma estratégia. Não existe nação verdadeiramente independente que não priorize conhecimento. Estados Unidos e China respondem cada vez mais com processos sólidos de investimento em pesquisa e desenvolvimento.”
Colaborador estratégico da iniciativa, o sistema Firjan Senai Sesi tem como objetivo transformar instrumentos de estímulo em projetos tangíveis de avanço tecnológico, competitividade industrial e crescimento econômico.
Para o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, a divulgação de auxílio econômico e opções de financiamento em condições especiais é relevante, visto que aborda um dos principais gargalos da indústria brasileira: o baixo investimento em inovação.
“Atualmente, o Brasil investe apenas 1,2% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, um valor significativamente inferior se comparado a países como Coreia do Sul, Japão, Alemanha e Estados Unidos.”
Fonte: Agência Brasil


