No fórum no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ministros da área de infraestrutura defenderam, neste dia de segunda-feira (9), que os aportes em setores como estradas, portos, aeródromos, saneamento e moradia sejam efetuados em parceria com o setor privado.
O chefe da pasta das Cidades, Jader Barbalho Filho, enfatizou que investimentos necessitam ser uma diretriz constante.
“O Brasil somente progredirá se nós tivermos aportes, e instigar isso, deve ser uma situação duradoura nesse país para que os projetos continuem sendo gerados, para que aportes continuem acontecendo, e o Brasil adentre em um processo de crescimento”, defendeu.
“O Minha Casa, Minha Vida foi responsável por 85% de todos os lançamentos imobiliários deste país”, sublinhou.
Em diálogos com jornalistas após a participação no evento, o ministro assinalou que o governo investiu R$ 60 bilhões em saneamento, mas precisa também de recursos privados.
“Somente assim vamos conseguir alcançar a universalização de abastecimento de água e esgoto até 2033”, declarou Barbalho Filho.
Atração externa
Na área de Transportes, Renan Filho, evidenciou que o Brasil possui o maior pipeline (conjunto de projetos) de concessão de estradas do mundo.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, indicou que o país confronta um “hiato” (defasagem) de investimentos em infraestrutura equivalente a 1,74% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos na nação).
“Precisamos de um aporte mínimo na casa de R$ 218 bilhões por ano”, defendeu.
“Estamos muito confiantes que vamos chegar a R$ 1 trilhão”, defendeu.
“O mercado de capitais aqui não tem profundidade de prazo e de volume que mercados mais desenvolvidos têm. Mas está expandindo, e o BNDES está fazendo ampliar”, disse, adicionando que o banco tem uma carteira de R$ 80 bilhões em debêntures (títulos de dívidas de empresas).
“Dez, 12 anos atrás, a agenda era inexistente, havia somente o financiamento bancário”, lembrou.
Segundo o executivo, em 2025 a economia brasileira recebeu R$ 496 bilhões somente em debêntures, sendo R$ 172 bilhões de infraestrutura.
Fonte: Agência Brasil


