Em uma reunião marcada pela escassa movimentação financeira, o dólar variou em limites estreitos em relação ao real e encerrou a segunda-feira próximo da invariabilidade, com os investidores observando a possibilidade de uma nova fase de conversas entre EUA e Irã.
A moeda americana à vista concluiu o dia com leve decréscimo de 0,19%, situando-se em R$4,9742. No ano, o dólar passou a registrar queda de 9,38% em relação ao real.
Às 17h04, o contrato futuro de dólar para maio – atualmente o mais negociado no mercado brasileiro – estava em baixa de 0,11% na B3, cotado a R$4,9845.
Neste intervalo segunda-feira-feriado de Tiradentes no Brasil, o enfoque do mercado foi mais uma vez direcionado para o exterior, onde o cessar-fogo entre EUA e Irã está em risco.
O chefe dos EUA, Donald Trump, comunicou que delegados americanos chegarão ao Paquistão nesta noite de segunda-feira para uma renovada fase de negociações com o Irã. Simultaneamente, ameaçou atacar instalações energéticas e pontes iranianas caso Teerã não aceite um acordo para pôr fim à guerra.
O Irã refutou o ultimato de Trump e anunciou sua ausência na segunda etapa de negociações, além de retomar o bloqueio do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, via por onde transita 20% do petróleo global. Na terça-feira encerra-se o prazo do cessar-fogo entre EUA e Irã.
Em comunicado, o Irã também acusou os EUA de “persistente violação do cessar-fogo” e afirmou que isso prejudica o processo diplomático.
Nas alternâncias entre EUA e Irã, o dólar mantinha reduções significativas em relação a outras moedas valorizadas, como o euro e a libra, mas apresentava no final da tarde indicativos mistos perante moedas de países em desenvolvimento. A divisa norte-americana ascendia em relação à rúpia indiana e ao peso chileno, porém declinava em relação ao peso colombiano e ao peso mexicano.
No Brasil, a perspectiva do feriado de terça-feira reduziu a liquidez no mercado de câmbio. Sem a certeza de um acordo para encerrar a guerra, as cotações pouco se alteraram.
Após alcançar o patamar máximo intradiário de R$4,9926 (+0,18%) às 11h51, o dólar à vista recuou para o mínimo de R$4,9711 (-0,25%) às 15h23. A variação da máxima para a mínima foi de apenas -0,43%.
No final da manhã, o Banco Central ofertou 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolar o vencimento de 4 de maio.
Às 17h10, o índice do dólar – que avalia o desempenho da moeda norte-americana em relação a uma cesta com seis divisas – estava em queda de 0,40%, a 98,057.
* Modificação realizada por Alexandre Caverni e Isabel Versiani
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Fonte: Agência Brasil


