Em um dia de precaução nos mercados financeiros, a cotação de ações na bolsa de valores teve uma pequena queda após uma sequência de altas. O valor do dólar permaneceu praticamente inalterado, mantendo-se abaixo de R$ 5. Sem novos sinais relevantes no cenário externo, investidores decidiram vender ações para garantir lucros recentes, enquanto o mercado de petróleo teve uma sessão instável e encerrou quase no mesmo patamar.
Depois de 11 pregões consecutivos de valorização, o Ibovespa teve uma redução de 0,46%, fechando em 197.738 pontos, o que interrompeu uma série de recordes estabelecidos este ano. Apesar disso, o índice conseguiu se manter acima dos 197 mil pontos.
Essa queda foi motivada pela realização de lucros, porém as perdas foram contidas pelo desempenho positivo de ações com maior peso. Na semana, o índice ainda apresenta uma leve valorização de 0,21%. No mês, a bolsa brasileira acumula alta de 5,48% e no ano, de 22,72%.
Entre os fatores locais, dados de inflação mais robustos reforçaram a expectativa de que os juros permaneçam elevados por mais tempo, o que diminui o interesse por ações. Ao mesmo tempo, a disparidade nas taxas de juros entre o Brasil e economias mais desenvolvidas continua atraindo investidores estrangeiros.
Dólar constante
O valor do dólar permaneceu praticamente inalterado, com leve queda de 0,03%, sendo negociado a R$ 4,992, mantendo-se abaixo do nível de R$ 5.
A moeda chegou a ultrapassar os R$ 5 no início do pregão, mas perdeu força ao longo do dia. Investidores adotaram uma postura cautelosa devido à ausência de avanços definitivos no cenário geopolítico e econômico global.
O fluxo cambial negativo no início de abril, divulgado pelo Banco Central, também influenciou, embora haja uma recente entrada de recursos estrangeiros em ativos brasileiros. No mês, o dólar tem queda de 3,6%, refletindo um maior apetite ao risco por parte de investidores globais em comparação às semanas anteriores.
Petróleo instável
Os preços do petróleo oscilaram ao longo do dia e fecharam próximos da estabilidade, em meio a incertezas sobre o conflito no Oriente Médio e à redução nos estoques dos Estados Unidos.
O barril do tipo WTI, do Texas, subiu 0,01%, chegando a US$ 91,29. Já o barril do tipo Brent, utilizado como referência internacional, teve um acréscimo de 0,15%, atingindo US$ 94,93.
O mercado permanece atento às negociações envolvendo nações da região e às possíveis mudanças na oferta global. A diminuição inesperada nos estoques americanos também contribuiu para conter as perdas, após a forte queda registrada no dia anterior.
*Informações fornecidas pela agência Reuters
Fonte: Agência Brasil


